PERFIL DO SONO E HÁBITOS DE VIDA ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA: UMA INVESTIGAÇÃO TRANSVERSAL
DOI:
https://doi.org/10.36692/V16N3-29Resumo
Introdução: Estudos indicam uma alta incidência de problemas de sono entre estudantes, resultado do estresse acadêmico e longas jornadas. Os efeitos cumulativos da privação de sono incluem dificuldades na concentração, memória e tomada de decisões, prejudicando o desempenho acadêmico, além de comprometer a capacidade de prestar cuidados médicos adequados, colocando em risco a segurança do paciente. Objetivo: Investigar o perfil sociodemográfico, os fatores relacionados ao sono e os hábitos de vida dos acadêmicos do curso de medicina. Métodos: Trata-se de uma pesquisa transversal de abordagem quantitativa e observacional, realizada entre os meses de fevereiro e abril de 2024, com estudantes do curso de Medicina da Universidade de Gurupi. Resultados:A maioria dos participantes eram do sexo feminino, entre 21 a 25 anos, pertencentes ao ciclo básico. Com relação aos hábitos de vida, mais da metade não eram tabagistas e não consumiam bebida alcoólica. Em relação aos fatores comuns que predispõem a alterações no sono, os acadêmicos relataram sono não reparador e afirmaram ter dificuldades para dormir. A maioria dos estudantes dorme entre 5 a 6 horas por noite. Em relação aos fatores de risco para disfunções do sono, constatou-se estresse excessivo, uso de substâncias estimulantes e trabalho em turnos noturnos. Conclusão: Notou-se também uma alta prevalência de sintomas como cansaço, sonolência diurna e falta de concentração, os quais estão intimamente ligados às alterações do sono, evidenciando a importância de estratégias educacionais com intuito de minimizar os distúrbios do sono e seus efeitos no bem-estar geral.