AVALIAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE DENGUE NO NORDESTE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36692/V17N1-19Resumo
Objetivo: Este estudo visa analisar o perfil epidemiológico da dengue no Nordeste do Brasil, com foco em variáveis como incidência, distribuição etária, sazonalidade, letalidade e fatores associados à disseminação da doença. O objetivo é fornecer uma visão atualizada da situação epidemiológica da dengue na região, contribuindo para o desenvolvimento de medidas de enfrentamento mais eficazes e baseadas em evidências científicas. Métodos: A pesquisa foi conduzida com uma abordagem quantitativa, retrospectiva e descritiva, utilizando dados secundários provenientes de sistemas de vigilância epidemiológica, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Resultados e Discussão: A dengue continua sendo um problema significativo de saúde pública no Nordeste do Brasil, com surtos recorrentes e grande impacto nas comunidades locais. Em 2019, foram registrados 214.226 casos, com uma queda nos anos seguintes, possivelmente devido às medidas de distanciamento social para combater a pandemia de COVID-19. A partir de 2022, os casos aumentaram, refletindo a retomada da circulação do vírus e das condições que favorecem a propagação do mosquito Aedes aegypti. Em 2024, houve um aumento abrupto, sugerindo um possível cenário epidêmico. A Bahia lidera o número de casos, seguida por Pernambuco e Ceará, enquanto Sergipe apresenta os menores índices. A análise sociodemográfica revela maior prevalência de casos em mulheres e nas faixas etárias de 01-19 anos e 20-39 anos, sugerindo maior vulnerabilidade desses grupos. A baixa escolaridade e lacunas nos dados indicam vulnerabilidade social. A maioria dos casos é de dengue simples, com baixa taxa de mortalidade, mas as ações preventivas continuam essenciais. Conclusão: O aumento significativo dos casos nos últimos anos destaca a importância da vigilância epidemiológica contínua e da adoção de medidas preventivas eficazes. Além disso, os desafios relacionados à subnotificação e inconsistência dos dados reforçam a necessidade de aprimorar os sistemas de registro e notificação de casos, garantindo melhores estratégias de controle e mitigação da doença.