ARBOVIROSES EMERGENTES NO BRASIL: DESAFIOS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA
DOI:
https://doi.org/10.36692/V17N2-2RResumo
As arboviroses representam um desafio crescente para a saúde coletiva, em que sua rápida propagação e os impactos gerados pelos vírus Zika (ZIKV) e Chikungunya (CHIKV) no Brasil, por exemplo, levaram o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretarem estado de emergência em saúde pública anteriormente. O presente estudo de revisão buscou avaliar o contexto das arboviroses no território brasileiro e suas implicações para a saúde coletiva, a partir de estudos observacionais publicados na literatura atual. Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa realizada por meio da base de dados PubMed, que levou em consideração os seguintes critérios de inclusão: estudos observacionais; artigos publicados nos últimos 05 anos (2020-2025); que possuíam texto completo disponível nos idiomas inglês, português ou espanhol e que abordassem acerca das arboviroses no território brasileiro e suas implicações para a saúde coletiva. Ficou constatado que as arboviroses representam um desafio crescente para a saúde coletiva no Brasil devido fatores como crescimento urbano desordenado, precariedade do saneamento básico e mudanças climáticas favorecem a proliferação dos vetores transmissores. Além disso, a alta prevalência de infecções por arboviroses, como Dengue, Chikungunya e Zika, associada à dificuldade diagnóstica proveniente da reatividade cruzada entre flavivírus, demonstra a necessidade de aprimoramento das estratégias de vigilância epidemiológica e diagnóstico laboratorial no território nacional. Ainda, no caso da síndrome congênita do Zika Vírus, a ausência de sintomas maternos no período da gestação não exclui a probabilidade de desfechos graves nos recém-nascidos, o que reflete a relevância do acompanhamento clínico e a utilização de exames de imagem para diagnóstico diferencial. Por fim, a reemergência do vírus Oropouche e as alterações fenotípicas em novas cepas alertam para a necessidade de planejamento de políticas públicas eficazes, incluindo controle vetorial, desenvolvimento de vacinas e fortalecimento da vigilância epidemiológica brasileira.