ARBOVIROSES EMERGENTES NO BRASIL: DESAFIOS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA

Autores

  • Cleverton Luiz Dantas
  • Carlos Cléber Barreto de Oliveira
  • Flaviano Amancio Silva Neto
  • Jocimara Santos Novais do Vale Silva
  • Jheessom Rodrigues da Silva
  • Thomas Di Nardi Medeiros
  • Patricia do Nascimento Sampaio

DOI:

https://doi.org/10.36692/V17N2-2R

Resumo

 As arboviroses representam um desafio crescente para a saúde coletiva, em que sua rápida propagação e os impactos gerados pelos vírus Zika (ZIKV) e Chikungunya (CHIKV) no Brasil, por exemplo, levaram o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretarem estado de emergência em saúde pública anteriormente. O presente estudo de revisão buscou avaliar o contexto das arboviroses no território brasileiro e suas implicações para a saúde coletiva, a partir de estudos observacionais publicados na literatura atual. Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa realizada por meio da base de dados PubMed, que levou em consideração os seguintes critérios de inclusão: estudos observacionais; artigos publicados nos últimos 05 anos (2020-2025); que possuíam texto completo disponível nos idiomas inglês, português ou espanhol e que abordassem acerca das arboviroses no território brasileiro e suas implicações para a saúde coletiva. Ficou constatado que as arboviroses representam um desafio crescente para a saúde coletiva no Brasil devido fatores como crescimento urbano desordenado, precariedade do saneamento básico e mudanças climáticas favorecem a proliferação dos vetores transmissores. Além disso, a alta prevalência de infecções por arboviroses, como Dengue, Chikungunya e Zika, associada à dificuldade diagnóstica proveniente da reatividade cruzada entre flavivírus, demonstra a necessidade de aprimoramento das estratégias de vigilância epidemiológica e diagnóstico laboratorial no território nacional. Ainda, no caso da síndrome congênita do Zika Vírus, a ausência de sintomas maternos no período da gestação não exclui a probabilidade de desfechos graves nos recém-nascidos, o que reflete a relevância do acompanhamento clínico e a utilização de exames de imagem para diagnóstico diferencial. Por fim, a reemergência do vírus Oropouche e as alterações fenotípicas em novas cepas alertam para a necessidade de planejamento de políticas públicas eficazes, incluindo controle vetorial, desenvolvimento de vacinas e fortalecimento da vigilância epidemiológica brasileira. 

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Publicado

2025-03-28

Edição

Seção

Artigo de Revisão

Como Citar

Dantas, C. L., Oliveira, C. C. B. de, Silva Neto, F. A., Silva, J. S. N. do V., Silva, J. R. da, Medeiros, T. D. N., & Sampaio, P. do N. (2025). ARBOVIROSES EMERGENTES NO BRASIL: DESAFIOS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA. Revista CPAQV - Centro De Pesquisas Avançadas Em Qualidade De Vida , 17(2), 8. https://doi.org/10.36692/V17N2-2R